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Adenocarcinoma pulmonar: entenda o diagnóstico do Papa

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Papa Leão XIV sorrindo durante audiência no Vaticano em 2025

Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • O Papa Leão XIV foi operado na terça-feira, 13 de outubro, e o exame rápido apontou adenocarcinoma pulmonar.
  • Segundo o oncologista Marcelo Corassa, o nódulo parece estar em fase inicial e a cirurgia pode ser curativa.
  • Os fiéis seguem em oração pela recuperação do Papa.

O que aconteceu com o Papa Leão XIV

No domingo, 11, o Papa Leão XIV avisou os fiéis que passaria por uma cirurgia. O objetivo era retirar um nódulo em estágio inicial no pulmão.

A operação foi feita na terça-feira, 13 de outubro. Durante o procedimento, um exame rápido de biópsia identificou adenocarcinoma pulmonar, um tipo comum de câncer de pulmão.

Para ajudar o público a entender o diagnóstico, o portal Canção Nova ouviu o médico Marcelo Corassa. Ele é oncologista e pesquisador do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Importante lembrar: o médico não atende o Papa e fala à distância, com base no que foi divulgado.

Em Brasília, fiéis já se reuniram para rezar pela saúde do Santo Padre. A oração segue em muitas comunidades.

O que é o adenocarcinoma de pulmão

Segundo o doutor Corassa, o adenocarcinoma é hoje o tipo mais comum de câncer de pulmão. Isso vale tanto para quem fumou quanto para quem nunca fumou.

O tabaco continua sendo o principal fator de risco para a doença. Mesmo assim, o adenocarcinoma também pode surgir em quem nunca teve contato com o cigarro.

O oncologista resume assim: diante de um paciente que nunca fumou e recebeu diagnóstico de câncer de pulmão, a chance maior é de ser um adenocarcinoma.

Portanto, o diagnóstico não indica, por si só, um hábito ou um erro do paciente. Outros fatores também contam, como a história da família e a poluição do ar.

Por que a cirurgia veio primeiro

Muita gente estranhou que o tratamento tenha começado direto pela cirurgia, sem biópsia antes. O médico explica que isso pode acontecer quando os exames de imagem já apontam com muita força um tumor maligno.

Provavelmente foram feitos tomografia e PET scan, exames que mostram o pulmão em detalhe. Com a suspeita forte, a equipe médica pode optar por operar logo.

Corassa lembra que, quando há dúvida sobre a necessidade de tratamento complementar, os médicos costumam tratar antes, com quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia. Ir direto à cirurgia é mais comum em tumores muito pequenos, em pacientes que provavelmente não precisarão de mais nada.

Ele também observa que o Papa passou por uma lobectomia, que é a retirada de uma parte inteira do pulmão. Para o médico, isso sugere que Leão XIV tem boa saúde geral e deve ter uma boa recuperação. Ele mesmo diz que são suposições, pois os detalhes clínicos não foram divulgados.

Desenho anatômico simples dos pulmões, com o lobo inferior direito destacado em cor suave
Ilustração de uma lobectomia, a retirada de um lobo inteiro do pulmão. O lobo destacado é apenas um exemplo, pois os detalhes clínicos não foram divulgados.

O que pode vir depois

O primeiro resultado veio de um exame feito durante a cirurgia, chamado congelação intraoperatória. Um médico patologista, na própria sala, retira um pequeno pedaço do tecido e o congela rapidamente. Assim, dá um diagnóstico imediato.

Agora o material passa por uma análise mais detalhada. Ela vai mostrar o tamanho real do tumor. Também vai verificar se há comprometimento dos gânglios, pequenas estruturas próximas ao coração.

Se o tumor for maior do que o esperado, ou se algum gânglio estiver atingido, pode haver tratamento complementar. O médico cita a quimioterapia, a terapia-alvo e a imunoterapia. Ele ressalta, porém, que ainda é cedo para dizer se algo disso será necessário.

Se o tumor for pequeno e sem gânglios afetados, a situação é outra. Nesse caso, a cirurgia é curativa, o tratamento termina e o Papa logo volta às atividades normais, segundo o oncologista.

Família, prevenção e esperança

Corassa também respondeu sobre a história familiar. Ela pode influenciar o risco, mesmo sem uma mutação genética conhecida. O médico diz que não se sabe se há esse caso na família do Papa, pois isso não foi noticiado.

Por isso, em consultas, ele sempre pergunta sobre casos de câncer entre parentes. Em situações específicas, pode indicar exames de rastreamento diferenciados. Quem fuma, em especial, deve conversar com o médico sobre o rastreamento.

Para o oncologista, a história do Papa não é triste. Triste seria descobrir a doença tarde. Sendo um tumor inicial e do tipo mais comum, a maior probabilidade é de cura. Ele concluiu: "se Deus quiser", tudo deve ficar bem.

Neste momento, cabe aos fiéis acompanhar as notícias com serenidade e rezar. Você pode usar as orações do portal para pedir pela saúde do Santo Padre. Quem convive com a doença no dia a dia pode recorrer a São Peregrino, tradicional protetor dos doentes de câncer, conhecido entre os santos da Igreja.

Novas informações oficiais costumam ser publicadas pelo Vatican News. Também vamos atualizar o assunto na seção de notícias do nosso portal.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.

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