Pular para o conteúdo
Logo do Portal Católico da Fé Portal Católico da Fé Entrar Assine
Hoje

Leão XIV pode viajar à América Latina, diz cirurgião

Publicado em 18/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Retrato do Papa Leão XIV

Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • O professor Stefano Margaritora, que operou o Papa em 13 de outubro, diz que não há impedimento médico para a viagem à América Latina, marcada de 6 a 17 de novembro.
  • A recuperação completa deve levar cerca de mais dez dias, e o Papa foi descrito como paciente exemplar.
  • O tumor foi achado por acaso, e o médico reforça a importância dos exames preventivos, inclusive para o câncer de pulmão.

O cirurgião liberou a viagem do Papa

Quem operou o Papa Leão XIV deu uma boa notícia aos católicos. Em entrevista à mídia do Vaticano, o professor Stefano Margaritora afirmou que não existem contraindicações médicas para a viagem do Pontífice à América Latina. Ela está marcada para o período de 6 a 17 de novembro.

Margaritora é professor de Cirurgia Torácica (a que trata de pulmão e tórax) na Universidade Católica do Sagrado Coração. Dirige também a unidade dessa especialidade no Hospital Gemelli, em Roma. Foi ele quem conduziu a equipe na cirurgia de terça-feira, 13 de outubro.

O Papa já voltou ao Vaticano. Se você perdeu o começo da história, veja as notícias que já publicamos sobre a saúde de Leão XIV.

Como foi a operação

O Papa tinha um tumor maligno no pulmão, do tipo chamado adenocarcinoma. Segundo o cirurgião, ele foi descoberto por acaso. Numa bateria de exames de rotina do abdômen, apareceu uma pequena mancha na base dos pulmões.

Margaritora explicou o motivo. O diafragma, músculo que separa o abdômen do tórax, funciona como um paraquedas. Por isso, o exame do abdômen mostra a parte de baixo dos pulmões. Se a mancha estivesse um pouco mais acima, não teria sido vista.

Na cirurgia, a equipe retirou o lobo inferior do pulmão direito. Lobo é cada uma das partes em que o pulmão se divide. Para um tumor desse tamanho, disse o médico, o procedimento padrão é remover o lobo inteiro. Por isso ele a chamou de operação de rotina e disse que tudo correu sem complicações.

Rotina para a técnica, mas não para o coração do cirurgião. Ele contou que sentiu uma emoção que nem consegue descrever. Lembrou que, pelo que se sabe, é a primeira vez na história moderna que um Papa passa por cirurgia para retirar um tumor maligno. Antes da anestesia, disse ao Papa que aquela era a "equipe dos sonhos". Leão XIV sorriu.

Desenho dos pulmões humanos com o lobo inferior do pulmão direito destacado
O pulmão direito tem três lobos. Foi o inferior que a equipe retirou.

Recuperação rápida e um paciente exemplar

Na alta, os exames de sangue do Papa estavam normais, e o coração também. O pulmão voltava a se expandir como os médicos esperavam. Para Margaritora, o estado de saúde é bom.

O cirurgião calcula duas semanas para uma recuperação física completa, tratando o Papa como qualquer paciente. Como quase uma semana já tinha passado, ele acredita que Leão XIV estará totalmente recuperado em uns dez dias. A viagem aérea será em cerca de três semanas, e o médico não vê impedimento.

O professor elogiou muito o comportamento do paciente. Disse que ele seguiu todas as orientações de dieta e de fisioterapia e que se levantava e fazia um pouco mais do que o pedido. No segundo dia depois da operação, a equipe o encontrou arrumando as cadeiras da capela do hospital. Quando lhe disseram que eles estavam ali para ajudar, ele respondeu que conseguia fazer sozinho.

Margaritora aproveitou para agradecer a quem quase nunca aparece. Citou enfermeiros, técnicos de laboratório e de radiologia, fisioterapeutas e demais funcionários que cuidaram do Papa todos os dias.

A lição da prevenção

O médico fez questão de lembrar que o caso do Papa serve de alerta. Veja os pontos que ele destacou:

  • O Papa não tinha sintomas respiratórios e estava muito bem.
  • O câncer de pulmão, nos estágios iniciais, costuma não dar sinal nenhum.
  • Muita gente só descobre a doença por acaso, num exame feito por outro motivo.
  • Para mama e intestino já existem exames de rastreio em massa. O médico defende cuidado semelhante com o pulmão.
  • Quem está em grupo de risco deveria fazer exames periódicos.

Isso vale para a nossa casa. Cada pessoa tem um histórico diferente, por isso o caminho é conversar com o seu médico ou com o posto de saúde e saber quais exames fazem sentido para a sua idade. O INCA, Instituto Nacional de Câncer do governo federal, reúne informações para o público sobre o assunto.

O que fazer agora, em casa e na paróquia

Em muitas paróquias, as pessoas rezam pelo Papa desde que a cirurgia foi anunciada. Agora o pedido pode ganhar uma segunda intenção: que a recuperação termine bem e que a viagem de novembro aconteça em paz. Para acompanhar as datas, você pode marcar o período no calendário do portal.

Se quiser rezar em família, uma Ave-Maria depois do jantar já ajuda. Há outras sugestões na nossa página de orações. Reze também por quem cuida de doentes, como os profissionais citados pelo cirurgião.

E vale a conversa no grupo da família: tem algum exame atrasado por aí? Lembre o pai, a tia ou o amigo que está adiando a consulta. O Papa descobriu o tumor por acaso e foi tratado a tempo. Marcar o exame é um gesto simples de cuidado com a vida que Deus nos deu.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.

Leia também

Comentários

Só assinantes podem comentar. Todos os comentários passam por moderação.

Para comentar, entre com sua conta de assinante. Entrar Assinar