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Pagar o mal com o bem: Tannus prega na Canção Nova

Publicado em 19/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Fiéis no interior da Basílica de Guadalupe, Cidade do México

Foto: José Luiz, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • Roberto Tannus pregou no domingo, 18, sobre vencer o mal com o bem, a partir de Romanos 12,21.
  • Ele usou José do Egito, o profeta Eliseu e Jesus com Malco como exemplos de misericórdia.
  • O padre Duarte Lara, exorcista, falou das "cinco pedrinhas" de Medjugorje e respondeu perguntas sobre cura e libertação.

Uma manhã de pregação em Cachoeira Paulista (SP)

Neste domingo, 18, o pregador Roberto Tannus conduziu a primeira pregação da manhã no Acampamento de Cura e Libertação. O encontro acontece na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. O Centro de Evangelização ficou lotado.

O tema foi "Não te deixes seduzir pelo mal". Tannus partiu da Carta de São Paulo aos Romanos (12,21), que pede: não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem. Ele lembrou ainda que o Catecismo da Igreja Católica ensina que o perdão dá testemunho ao mundo de que o amor é mais forte que o pecado.

Para explicar a ideia, o pregador usou três exemplos da Bíblia: José do Egito, o profeta Eliseu e o próprio Jesus. O acampamento termina nesta tarde, com missa às 15h, presidida por Dom José Falcão, bispo auxiliar do ordinariado militar do Brasil (a circunscrição da Igreja que cuida dos militares e de suas famílias).

José do Egito: a misericórdia faz o homem grande

O primeiro exemplo veio do Livro do Gênesis, capítulo 37. José foi vítima da inveja dos irmãos, que chegaram a jogá-lo numa cisterna sem água. Depois, ele virou escravo e ficou preso por 13 anos.

Mesmo assim, segundo Tannus, José permaneceu íntegro e bondoso. Quando teve a chance de se vingar, perdoou os irmãos e ainda os ajudou no momento de necessidade.

O pregador foi direto com os fiéis: se José tivesse se vingado, a história não o lembraria. "O que fez ele ser um grande homem foi a misericórdia", disse. E completou que o mesmo vale para quem o escutava.

Eliseu: quando a força maior pede amor

O segundo exemplo está no Segundo Livro dos Reis (capítulo 6). O rei da Síria estava em guerra com Israel. Eliseu, profeta de Deus, avisava o rei de Israel sobre as armadilhas do inimigo. Irritado, o rei sírio mandou um exército prender o profeta.

Eliseu confiou que Deus estava ao seu lado e rezou para que aqueles homens ficassem cegos. Depois, levou-os até o rei de Israel e pediu que Deus lhes devolvesse a visão. O rei perguntou se deveria matá-los. Eliseu respondeu que não e mandou dar comida a eles, para que recuperassem as forças e voltassem ao seu senhor. A partir daí, os sírios deixaram de atacar Israel.

Tannus tirou daí um conselho prático: quando alguém vem contra você com muita força, não responda na mesma moeda. Perdoe, ame, acolha e reze. Para ele, o mal se vence pela oração e pelo amor no coração.

Jesus e Malco: o mal respondido com cuidado

O terceiro exemplo foi a prisão de Jesus, contada no Evangelho de João (capítulo 18). Tannus destacou Malco, servo do sumo sacerdote, que teve a orelha ferida por Pedro.

Segundo o pregador, Malco odiava Jesus e sonhava ser sumo sacerdote. Para isso, um dia teria a orelha direita ungida com óleo santo, sinal de que deveria sempre ouvir e obedecer à Palavra de Deus. Justamente a orelha foi ferida.

"Jesus é a fonte da misericórdia", disse Tannus. Ele lembrou que Jesus tocou a orelha de Malco, colocou-a de volta no lugar e estancou o sangue. Para o pregador, foi como devolver a Malco os seus sonhos. Mesmo traído, Jesus não perdeu a doçura. Quem quiser conhecer melhor essas passagens pode reler os textos na seção de Bíblia do portal.

Ao falar do mundo de hoje, marcado por guerras e intolerância, Tannus disse que o único jeito de não se deixar seduzir pelo mal é agir pelo bem. E pediu: "Assuma o amor como a força do seu coração".

Padre Duarte Lara e as cinco pedrinhas

A segunda pregação da manhã ficou com o padre Duarte Lara, exorcista (sacerdote que a Igreja designa para rezar pela libertação de pessoas em sofrimento espiritual grave). O tema foi "Com Maria, esmagamos a cabeça da Serpente".

Ele falou das aparições de Medjugorje, lugar que visitou três vezes. "Impressionante o que eu vi", contou. Segundo o padre, ali a Virgem Maria fala de cinco "pedrinhas" contra o "golias infernal", numa lembrança da história de Davi. Vale ressaltar que a Igreja acompanha esses fenômenos com cautela. As práticas citadas, porém, fazem parte da vida cristã de sempre:

  • A Eucaristia, celebrada e adorada.
  • A confissão todo mês.
  • A Palavra de Deus, lida, meditada e vivida.
  • O santo rosário.
  • O jejum.

O padre fez uma ressalva importante. A vida de oração não deve levar ninguém a descuidar dos deveres e das necessidades do dia a dia. Ele também deu testemunho de que o rosário ajuda no combate espiritual e disse que o diabo odeia o nome de Nossa Senhora. Depois, respondeu a perguntas do povo sobre cura e libertação, momento que costuma acontecer quando ele participa do acampamento.

Padre Duarte comentou ainda o documentário sobre o filme "O Exorcista do Vilarejo", que acompanhou sua rotina como exorcista. Um trecho foi exibido no Auditório São Paulo, como atividade paralela. A obra chega aos cinemas de todo o Brasil no início do próximo ano.

Para levar para casa

A pregação de Tannus cabe bem na vida comum. Pode ser o vizinho que fez barulho, o colega que falou mal de você ou o parente com quem a conversa azedou. Antes de responder, vale parar e fazer o que o pregador sugeriu: rezar, perdoar e acolher.

Se a mágoa pesa, uma conversa com o padre na confissão ajuda a soltar o que está preso. Você também pode rezar um terço em família, pedindo a Nossa Senhora a graça de responder ao mal com o bem. Se quiser um texto para começar, veja as orações do portal. Para entender melhor o que a Igreja ensina sobre o perdão, consulte o site do Vaticano.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.

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