Sentir a vida: reflexão de Dom Paulo, de Uberaba (MG)
Publicado em 19/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Donatas Dabravolskas, CC BY-SA 4.0, adaptada
Resumo
- Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba (MG), publicou no portal da CNBB a reflexão "Sentir a vida".
- Para ele, sentir Deus no centro da vida depende de um amor vivido na prática, sem discriminação, e a família, a comunidade e a Palavra de Deus ajudam nesse caminho.
- O exemplo é Jesus, que foi ao encontro do outro e chamou de hipócritas os fariseus que cumpriam a lei sem cuidar de quem era de fora do grupo.
Em Uberaba (MG), arcebispo fala sobre sentir a vida
Em Uberaba (MG), o arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto publicou a reflexão "Sentir a vida". O texto saiu no portal da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Dom Paulo é o pastor da Arquidiocese de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Arcebispo é o bispo que conduz uma arquidiocese, que é a diocese principal de uma região.
O texto parte de uma expressão conhecida entre os católicos: Deus é o centro da vida humana. A pergunta do arcebispo é prática. Como a pessoa pode sentir isso no dia a dia? A resposta dele é o amor verdadeiro, que alcança a todos e aparece em atitudes concretas.
Segundo Dom Paulo, quem ama percebe que a vida tem sentido. Fica convencido de que vale a pena viver, mesmo com as dificuldades naturais do caminho. Para ele, não basta apenas existir. É preciso viver com beleza e com dignidade.
Uma vida bonita também tem regras de convivência
O arcebispo lembra que a vida tem um lado social. Além da beleza natural, existem exigências éticas, isto é, jeitos corretos de agir, que ajudam a reconhecer o valor real de cada existência.
Por isso ele não deixa de lado o Decálogo, os Dez Mandamentos da Lei de Deus, que a Bíblia registra no livro do Êxodo, capítulo 20. Também não descarta as leis da sociedade organizada.
Viver com outras pessoas traz direitos e deveres. Em casa, no trabalho e na paróquia, cada um deve algo ao outro e pode esperar algo do outro. Jesus resumiu esses mandamentos no amor a Deus e ao próximo (cf. Mt 22,37-39).
Família, sociedade e cultura protegem do isolamento
Dom Paulo explica que a vida humana é sentida de modo especial quando está ligada ao Estado, à família e à cultura. São os espaços onde a pessoa desenvolve virtudes, como paciência, honestidade e generosidade, que facilitam o convívio.
Ele cita o relacionamento social, comunitário, religioso e também o festivo. Pense na festa do padroeiro, no almoço depois da missa, na novena da rua. Para o arcebispo, esses lugares oferecem proteção e ajudam a vencer o individualismo.
O contrário disso pesa. Segundo o texto, o isolamento causa pânico, medo e pavor. Quem vive sozinho demais sente a vida com menos força.
Uma sugestão simples: abra o calendário do portal, veja as celebrações da sua região e escolha uma para ir com a família.
A Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo
O arcebispo afirma que a Palavra de Deus, quando é recebida de coração generoso, dá sentido e direção à vida das pessoas. Ela tem força para criar e renovar. Também ultrapassa fronteiras e desperta a missionariedade, que é o desejo de levar a fé a outras pessoas.
Na prática, isso quer dizer sentir a riqueza da própria vida e, ao mesmo tempo, a riqueza da vida do outro, inclusive de quem está além dos nossos limites e do nosso círculo de amizades.
Dom Paulo entende esse olhar como fruto da ação do Espírito Santo. Para começar, vale abrir a Bíblia em casa. A seção de estudos bíblicos do portal traz caminhos para uma leitura em família.
Cuidado com os mais frágeis e atenção ao voto
Para o arcebispo, a vida humana tem sentido quando é valorizada em todos os seus aspectos. Ele observa que uma má administração pode ser fonte de desânimo, desestímulo e frustração total.
Por isso, diz Dom Paulo, são necessários projetos bem trabalhados e preocupados com a vida e a dignidade das pessoas, principalmente das mais fragilizadas. Isso supõe atenção no momento de dar um voto.
O texto não cita partido nem candidato. O convite é olhar para o cuidado real com quem mais precisa.
O Catecismo da Igreja Católica trata da vida em sociedade, da participação de cada um e do bem comum nos números 1877 a 1948. A leitura está disponível no site do Vaticano.
O exemplo de Jesus e o que levar para casa
Dom Paulo encerra voltando ao amor autêntico. Quem o tem dá sentido à vida com um cuidado a mais: vai ao encontro do outro, como fez Jesus, sem nenhum tipo de discriminação.
O arcebispo lembra que Jesus foi firme com os fariseus. Eles cumpriam a lei ao pé da letra, mas não davam sentido à vida de quem não era do grupo deles. Por isso Ele os chamou de hipócritas (cf. Mt 23,27).
A reflexão pode virar gestos simples nesta semana:
- Ligue para um parente ou vizinho que mora sozinho.
- Convide alguém de fora do seu círculo para a missa ou para um encontro da comunidade.
- Converse em casa sobre os direitos e os deveres de cada um.
- Leia um trecho do Evangelho com a família.
- Reze pelos que vivem esquecidos, com as orações do portal.
Se a conversa render, mande esta reflexão no grupo da família e pergunte quem anda precisando de uma visita ou de um telefonema.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de CNBB.
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