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As bem-aventuranças: o caminho da felicidade

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Pintura de Carl Bloch mostrando Jesus sentado no alto de um monte, ensinando a multidão no Sermão da Montanha

Foto: Carl Bloch (1877), Domínio público

Resumo

  • As bem-aventuranças abrem o Sermão da Montanha e mostram onde está a felicidade verdadeira, segundo Jesus.
  • O estudo percorre cada uma das oito frases e a nona, sobre a perseguição, com o contexto de Mateus 5.
  • Traz o ensino do Catecismo (§1716 a 1729), aplicações para a vida de hoje e perguntas para reflexão.

O contexto: um novo Moisés no monte

O Evangelho de Mateus organiza os ensinamentos de Jesus em cinco grandes discursos. O primeiro e mais famoso é o Sermão da Montanha, que ocupa os capítulos 5, 6 e 7. E esse discurso começa justamente com as bem-aventuranças (Mt 5,1-12).

Mateus conta que Jesus, vendo as multidões, “subiu ao monte” e sentou-se (Mt 5,1). Os leitores judeus logo pensavam em Moisés, que subiu o Sinai para receber a Lei. Agora é Jesus quem ensina do alto do monte. Ele não anula a Lei antiga, mas a leva à plenitude, como ele mesmo diz poucos versículos depois (Mt 5,17).

Outro detalhe ajuda a entender o tom do texto. Naquela cultura, o mestre ensinava sentado. Ao sentar-se, Jesus assume a posição de quem tem autoridade. Os discípulos se aproximam, e a multidão escuta ao redor. A mensagem é para os de perto e para os de longe.

Lucas traz uma versão mais curta, com quatro bem-aventuranças e quatro “ais” (Lc 6,20-26). Mateus apresenta oito, mais uma nona dirigida diretamente aos discípulos. Neste estudo, seguimos o texto de Mateus.

O que quer dizer “bem-aventurado”

A palavra grega usada por Mateus é makários. Ela significa feliz, afortunado, alguém que está num lugar bom diante de Deus. Por isso algumas traduções dizem “felizes os pobres em espírito”, e outras dizem “bem-aventurados”. As duas formas estão corretas.

Repare que Jesus não dá ordens aqui. Ele não diz “sejam pobres” nem “chorem”. Ele faz uma constatação surpreendente: quem vive dessa maneira já está no caminho da felicidade que vem de Deus. Cada frase tem duas partes. Primeiro, uma situação humana. Depois, uma promessa de Deus.

Esse jeito de falar soava estranho para muitos ouvintes, e continua estranho hoje. O mundo chama de felizes os ricos, os fortes e os que nunca sofrem. Jesus olha para o outro lado da cena.

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