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Diário de Santa Faustina: review completo

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Fotografia de Santa Faustina Kowalska com hábito religioso, tirada em 1931

Foto: Autor desconhecido, Domínio público

Resumo

  • O Diário, publicado como A Misericórdia Divina na Minha Alma, foi escrito por Santa Faustina entre 1934 e 1938.
  • Nele estão a origem da imagem de Jesus Misericordioso, do terço da misericórdia e da Hora da Misericórdia.
  • Leitura longa e intensa, ideal para quem já reza o terço da misericórdia. Nota do portal: 4,5 de 5.

Quem foi Santa Faustina

Helena Kowalska nasceu em 1905, numa família pobre de camponeses, na aldeia de Głogowiec, na Polônia. Era a terceira de dez filhos. Estudou menos de três anos na escola e, ainda adolescente, foi trabalhar como empregada doméstica para ajudar em casa.

Desde cedo sentia o chamado à vida religiosa. Depois de bater em várias portas, foi aceita em 1925 pela Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. No convento, trabalhou na cozinha, no jardim e na portaria. Por fora, uma vida simples e escondida.

Por dentro, porém, ela vivia uma intensa experiência de oração. Faustina relatou ter recebido de Jesus a missão de lembrar ao mundo a misericórdia de Deus. Doente de tuberculose, morreu em Cracóvia, em 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos. Foi canonizada pelo papa São João Paulo II em 30 de abril de 2000.

Como o Diário foi escrito

Faustina escreveu por ordem dos seus confessores: o padre Miguel Sopoćko, em Vilna, e o padre José Andrasz, jesuíta, em Cracóvia. As anotações vão de 1934 a 1938, poucos meses antes da morte. Ao todo, são seis cadernos manuscritos, além de um caderno menor sobre a preparação para a comunhão.

Há um episódio curioso. Num período em que o padre Sopoćko estava fora, Faustina queimou parte do primeiro texto, convencida de que era o certo a fazer. Depois, por orientação do confessor, reescreveu o que lembrava. Por isso o primeiro caderno não segue ordem cronológica e mistura fatos de épocas diferentes.

Faustina tinha pouca instrução. O texto tem repetições e frases simples. Isso, longe de atrapalhar, dá ao Diário um tom de sinceridade.

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