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O hino à caridade: um estudo de 1 Coríntios 13

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Afresco de Giotto mostrando a Caridade como uma mulher de vestes claras que entrega o coração a Deus e segura uma tigela de frutos e flores

Foto: Giotto di Bondone (c. 1306), Capela dos Scrovegni, Pádua, Domínio público

Resumo

  • São Paulo escreveu o hino à caridade para uma comunidade dividida e orgulhosa dos seus dons espirituais.
  • O estudo percorre as três partes do capítulo: sem amor nada vale, o retrato do amor e o amor que nunca passa.
  • Traz o ensino do Catecismo (§1822 a 1829), a leitura do papa Francisco em Amoris Laetitia, aplicação e perguntas.

O contexto: uma comunidade dividida

Corinto era uma cidade portuária grega, rica, movimentada e cheia de religiões diferentes. São Paulo fundou ali uma comunidade cristã e, alguns anos depois, escreveu a ela uma longa carta. Ele estava em Éfeso, como diz no fim da carta (1Cor 16,8), provavelmente pelos anos 50 do primeiro século.

A comunidade tinha muitos problemas. Havia grupos rivais, cada um dizendo ser de um líder diferente (1Cor 1,12). Havia ricos que comiam bem nas reuniões enquanto os pobres passavam fome (1Cor 11,21). E havia uma disputa sobre os dons espirituais: alguns se achavam superiores porque falavam línguas estranhas ou profetizavam.

É nesse ambiente que Paulo escreve os capítulos 12 a 14. No capítulo 12, ele explica que a Igreja é um só corpo com muitos membros, e que cada dom serve ao bem de todos. No fim desse capítulo, anuncia: vou mostrar a vocês “um caminho que ultrapassa todos os outros” (1Cor 12,31). O capítulo 13 é esse caminho.

Que amor é esse?

O grego antigo tinha várias palavras para amor. Eros era o amor de desejo. Philia era o amor de amizade. Paulo usa a palavra ágape, pouco comum fora da Bíblia, que indica o amor que se doa, que busca o bem do outro sem esperar retorno.

As traduções latinas usaram a palavra caritas, de onde vem “caridade”. Por isso, em português, o texto é chamado de hino à caridade. Mas é bom lembrar que caridade, aqui, não é só dar esmola. É o próprio amor de Deus derramado no coração humano.

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