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A samaritana: o encontro no poço de Jacó

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Pintura medieval de Duccio com Jesus sentado junto ao poço conversando com a mulher samaritana, que leva um cântaro na cabeça, enquanto os discípulos saem da cidade murada

Foto: Duccio di Buoninsegna (1310 a 1311), Museu Thyssen-Bornemisza, Domínio público

Resumo

  • Jesus, cansado, senta-se junto ao poço de Jacó e quebra várias barreiras ao pedir água a uma mulher samaritana.
  • O estudo acompanha o diálogo passo a passo: a água viva, os cinco maridos, a adoração em espírito e verdade e o anúncio à cidade.
  • Traz o ensino do Catecismo sobre a oração (§2560 e §2561) e sobre o Espírito Santo (§694 e §2652), aplicação e perguntas.

O contexto: judeus e samaritanos

Jesus estava indo da Judeia para a Galileia e, diz João, “era preciso passar pela Samaria” (Jo 4,4). Havia outros caminhos possíveis, porque muitos judeus davam a volta para evitar a região. Por isso, muitos comentaristas leem esse “era preciso” como uma necessidade do plano de Deus: Jesus tinha um encontro marcado.

Judeus e samaritanos viviam em inimizade havia séculos. Os samaritanos descendiam em parte de povos estrangeiros instalados na região depois da queda do reino do Norte. Tinham o seu próprio templo no monte Garizim e aceitavam só os cinco primeiros livros da Bíblia. Para os judeus, eram hereges e impuros.

Jesus chega a uma cidade chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus senta-se junto ao poço. “Era por volta da hora sexta” (Jo 4,6), isto é, meio-dia, a hora mais quente.

“Dá-me de beber” (Jo 4,7-15)

Uma mulher samaritana chega para tirar água. O horário já chama atenção: as mulheres costumavam buscar água de manhã cedo ou no fim da tarde. Ir ao meio-dia talvez fosse uma forma de evitar os olhares da cidade.

Jesus começa com um pedido simples: “Dá-me de beber” (Jo 4,7). Com essas três palavras, ele quebra várias barreiras. Um homem não costumava falar sozinho com uma mulher desconhecida em público. Um judeu não pedia nada a uma samaritana. E um mestre não bebia de um recipiente considerado impuro. A mulher se espanta: os judeus não se dão com os samaritanos (Jo 4,9).

Jesus responde com uma frase que muda o rumo da conversa: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e ele te daria água viva” (Jo 4,10). Água viva, para ela, era água corrente, de fonte, melhor que a água parada do poço.

A mulher pensa em termos práticos. O poço é fundo, e Jesus nem tem balde. Será que ele é maior que Jacó? Jesus então explica: quem bebe desta água terá sede de novo, mas quem beber da água que ele dá “nunca mais terá sede”, porque ela se tornará uma fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4,13-14). A mulher pede: “Senhor, dá-me dessa água” (Jo 4,15).

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